Dstage: Diego Guerrero informal e roubando o posto de melhor restaurante de Madrid

Em junho, quando soube que o novo restaurante de Diego Guerrero (ex-Club Allard) já tinha data para abrir, reservei logo minha mesa para a volta das férias, já prevendo que esse restaurante seria um êxito e que não podia deixar para reservar em cima da hora, mesmo sendo agosto (e a cidade vazia).

Entrada do restaurante, onde está o bar
Entrada do restaurante, onde está o bar

Ontem finalmente fui almoçar no Dstage com as expectativas nas nuvens, já que conhecia seu trabalho anterior no Club Allard, onde ele conquistou duas estrelas Michelin. E mais uma vez surpreendeu.

A decoração do novo restaurante é de estilo loft nova yorkino, muito mais sua cara, e segundo dizem, desenhado pelo proprio chef. As paredes de tijolos, as lâmpadas e os tubos de metal pelo teto criam um ambiente informal, que é completado com a cozinha aberta, onde se pode ver todo seu time trabalhando cuidadosamente os pratos.

Ao chegar, o cliente é convidado a sentarse no bar da entrada para tomar um aperitivo e onde alguns snacks já são servidos para abrir o apetite. Ali a hostess (muito simpática, como todo a equipe) explica que não há carta no restaurante, apenas um menu com 10 pratos por 88 Euros/pessoa e outro com 13 pratos por 118Euros/pessoa.

No bar pudemos provar o Bocabits de ternera con salsa Cajún y anchoa (Bocabits de carne con molho Cajún e anchova) acompanhado de uma caña.

Bocabits de ternera con salsa Cajún y anchoa
Bocabits de ternera con salsa Cajún y anchoa
Em seguida, ainda no bar, nos serviram a Zamburiña bloody (Vieira), quase crua, deliciosa e que poderia tranquilamente comer uma caixa.
Zamburiña bloody
Zamburiña bloody
Ao final dos aperitivos no bar, nos passaram para mais um aperitivo na barra da cozinha. Enquanto conversávamos com um dos cozinheiros, ele nos serviu uma chelada mexicana (cerveja, limão e sal) e um Sandwich de sandía helada (sandwich de melancia gelada), para atiçar todas as papilas da boca. Uma pena não ter tirado uma foto do Sandwich, que estava maravilhoso e super diferente de qualquer coisa que já tinha provado.
Passando à mesa começamos com um prato chamado “De todo corazón“, que confesso custei um pouco a provar porque era à base de Pinchón (Pombo. De cativeiro obviamente, mas ainda assim é pombo). De repente se eu não soubesse o que era até teria desfrutado mais.
De todo corazón
De todo corazón
O segundo prato foi um Mochi de huitlacoche. Segundo nos explicaram, Mochi (Moti no Brasil) é um bolinho japonês feito de arroz, normalmente usado para sobremesa . Nesse caso era salgado e com recheio de huitlacoche (um fungo muito usado na cozinha mexicana). Delicioso.
Mochi de huitlacoche
Mochi de huitlacoche
Em seguida uma Torrija de pan tumaca espetacular. Super diferente, difícil explicar. Um pan tumaca reinventado com uma sardinha defumada deliciosa. Um dos que mais gostei.
Torrija de pan tumaca
Torrija de pan tumaca
Seguimos com Raviolis de alubia de Tolosa (Raviolis de feijão, chorizo e morcilla). Deliciosos e com gostinho de Fabada caseira.
Raviolis de alubia de Tolosa
Raviolis de alubia de Tolosa
O quinto prato foi um Huevo con pan sobre crema ligera de patata (Gema de ovo con pão e creme de batata). Parece que uma coisa óbvia e simples, mas aqui nada é tão simples como parece. Mesmo eu que não gosto de gema crua, adorei esse prato. O creme de batata delicioso.
Huevo con pan sobre crema ligera de patata
Huevo con pan sobre crema ligera de patata
Entrando nos pratos mais fortes, nos serviram uns Chipirones salteados con achiote y ali oli (Mini-lulas com urucum e ali-oli). Também um dos meus favoritos do dia.
Chipirones salteados con achiote y ali olí
Chipirones salteados con achiote y ali olí
Em seguida, um Bonito com marinada coreana. Suculento e saboroso.
Bonito del norte con marinada coreana
Bonito del norte con marinada coreana
Por último, uma Tira de asado con tatemados (Filé de vaca vieja), espetacular e que se desfazia na boca.
A primeira sobremesa servida foi “El bosque“, uma reinterpetação da conhecida Pecera do Club Allard, criada por Diego Guerrero, que agora passa do mar à terra, e mantém o mesmo alto nível criativo.
El bosque
El bosque
Por último, e para fechar com chave de ouro um almoço quase perfeito (quase pelo Pinchón, que provavelmente nunca vai me convencer), o Ajo morado (alho roxo), com um sabor leve de alho a princípio que passa a um sabor parecido a um brigadeiro cremoso. Estranho e delicioso. Comeria uns quantos mais.
Ajo morado
Ajo morado
Mais um vez Diego e toda sua equipe surpreendem com tanta creatividad e tantos sabores diferentes e provavelmente roubam o posto de melhor restaurante de Madrid. Pelo menos na minha opinião… Enhorabuena!
  • Pontos Positivos: Ambiente, Menu creativo e surpreendente, Atendimento impecável
  • Pontos Negativos: Não é barato, nem pode ser. E imagino que em breve a reserva terá que ser com antecedência.
  • Média de Preço por Pessoa: 110 Euros (Menu de 10 pratos + vinhos recomendados pelo sommelier)

Dstage

Calle Regueros, 8 – Madrid

Reservas: http://www.dstageconcept.com

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